Obra

Vidas Secas (1938) Capa da última edição

Vidas Secas (1938)

Lançado em 1938, é o romance em que Graciliano — tão meticuloso que chegava a comparecer à gráfica no momento em que o livro entrava no prelo, para checar se a revisão não haveria interferido em seu texto — alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa. O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada a procura de meios de sobrevivência e um futuro.

O livro foi premiado pela Fundação William Faulkner (EUA) em 1962 como representativo da Literatura Brasileira Contemporânea.

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Saiba mais.

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Edições nacionais

1ª Edição: 1938 (José Olympio)
Gênero: Romance
Edição mais recente pela Editora Record: 133ª (2017)

Edições estrangeiras

na Polônia, desde 1950
na Argentina, desde 1958
na República Tcheca, desde 1959
na Rússia, desde 1961
na Itália, desde 1961
em Portugal, desde 1962
em Cuba, desde 1964
na França, desde 1964
na Alemanha, desde 1965, última edição pela Verlag Klaus Wagenbach, Berlin, 2013, com apoio do Ministério da Cultura do Brasil e da Fundação Biblioteca Nacional
nos Estados Unidos, desde 1965
na Dinamarca, desde 1966
na Romênia, desde 1966
na Hungria, desde 1967
na Bulgária, desde 1969
em Flamengo, desde 1971
na Espanha, desde 1974
na Turquia, desde 1985
na Suécia, desde 1993
em Esperanto (no Brasil), desde 1997, por Leopoldo H. Knoedt
na Holanda, desde 1998
em Catalão (na Espanha), desde 2010

 

Capas

 

Ilustrações

 

No cinema

Vidas Secas foi adaptado para o cinema por Nelson Pereira dos Santos em 1963. Foi indicado para a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1964 e ganhou o prêmio de melhor filme pelo Office Catholique International du Cinéma – OCIC.

Veja a página do filme no IMDb.

Abaixo, o filme completo:

CONHEÇA A OBRA DE GRACILIANO RAMOS

  • Caetés (1933)
  • Caetés – edição especial 80 anos (2013)
  • S. Bernardo (1934)
  • Angústia (1936)
  • Angústia – edição especial 75 anos (2011)
  • Vidas Secas (1938)
  • Vidas Secas – edição especial 70 anos (2008)
  • Vidas Secas – em quadrinhos (2015)
  • Infância (1945)
  • Insônia (1947)
  • Memórias do Cárcere (1953)
  • Viagem (1954)
  • Linhas Tortas (1962)
  • Viventes das Alagoas (1962)
  • Garranchos (2012)
  • Cangaços (2014)
  • Conversas (2014)
  • A Terra dos Meninos Pelados (1939)
  • Histórias de Alexandre (1944)
  • Alexandre e Outros Heróis (1962)
  • O Estribo de Prata (1984)
  • Minsk (2013)
  • Cartas (1980)
  • Cartas de Amor a Heloísa (1992)
  • Dois Dedos (1945)
  • Histórias Incompletas (1946)
  • Brandão entre o Mar e o Amor (1942)
  • Memórias de um Negro (1940) Booker T. Washington, tradução
  • A Peste (1950) Albert Camus, tradução

“Os dados biográficos é que não posso arranjar, porque não tenho biografia. Nunca fui literato, até pouco tempo vivia na roça e negociava. Por infelicidade, virei prefeito no interior de Alagoas e escrevi uns relatórios que me desgraçaram. Veja o senhor como coisas aparentemente inofensivas inutilizam um cidadão.”

em carta a Raúl Navarro, tradutor, nov.1937